9 de jun. de 2008

O ano da primeira vitória do Brasil

Seleção de 1958

Por Tarsila Burity

Bem se diz que o futebol é um dos motivos de orgulho do povo brasileiro. Sustentando o título de pentacampeão, a Seleção Brasileira já recebeu grandes jogadores ao longo de sua história. E não é de hoje que somos bons. O Brasil disputou e ganhou as Copas de 2002, 1994, 1970, 1962 e Copa de 58. Foi nesta última, recentemente transformada em documentário, que conquistamos nossa primeira Taça.

O cineasta e jornalista José Carlos Asberg relata, em sua mais recente película, entitulada 1958, o ano em que o mundo descobriu o Brasil, a história do primeiro título mundial do futebol brasileiro. O diretor entrevistou figuras ilustres, entre as quais Paulo Amaral (preparador físico da seleção) e Victor Tsarev (o “marcador” oficial de Pelé, que, aos 17 anos, fazia sua estréia em copas do mundo). Alguns dos comentaristas esportivos presentes no filme (entre eles, o jornalista Villas-Boas Corrêa) declaram, no documentário, que a Seleção de 1958 foi a que mais teve raça.

No Rio de Janeiro, a pré-estréia do documentário acontece hoje (09/06), às 21h, no cinema Odeon. Em São Paulo, a pré-estréia está marcada para amanhã (10/06), no mesmo horário, na sala 2 do HSBC Belas Artes. A estréia nacional é dia 13 de junho de 2008. Confira!




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Woody Allen mantém intacto o seu amor pelo Jazz



Por Rodrigo Lins

O Ator/Diretor/Roteirista Nova Iorquino,Woody Allen(cujo nome verdadeiro é Allan Stewart Konigsberg), tem uma ligação estreita com o Jazz. Desde o seu primeiro filme, Um Assaltante bem Trapalhão (1969), até o seu mais recente filme, O Sonho de Cassandra(2007), que estreou semana passada nos cinemas recifenses, ele faz das suas trilhas sonoras uma verdadeira coletânea de clássicos de Jazz.
A sua paixão pelo jazz não fica restrita apenas aos seus filmes. Na vida real Woody Allen costuma tocar clarinete em uma banda que se apresenta todas as noites de sexta-feira em um bar no East Side de Nova York. Certa vez, questionado se ele realmente tocava, ou se apenas fingia, Allen levou sua banda até um programa televisivo americano, e apresentou um pocket show ao vivo, enquanto o programa ainda estava no ar.

Os últimos três filmes do músico são considerados uma trilogia, pois foram todos gravados na Inglaterra, fato inédito, já que Woody Allen nunca havia gravado fora de Nova York antes. Esses filmes possuem uma história mais dramática, a ponto de ser comparados com tragédias gregas, e por isso o Jazz é deixado em segundo plano, dando lugar para trilhas mais tensas, que remetem a assassinato e traição. Mas, para o alívio dos fãs de Jazz, em O Sonho de Cassandra o Jazz retoma sua força.






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8 de jun. de 2008

Mistério e paixões de David Cronenberg

Cena do filme

Por Otávio Portugal

O filme “Mistério e paixões”, 115 min, dirigido por David Cronenberg é Baseado no livro “ Naked Lunck”(Almoço Nu) de William Burroughs. A história consegue unir drama, fantasia e suspense.

O longa metragem gira em torno de Bill Lee, Peter Weller, um escritor fracassado, que trabalha com dedetização de insetos e está a um fio de perder o emprego. Logo depois descobre que a sua esposa está viciada no produto químico, usado no extermínio de baratas. Por influência de sua mulher, Bill resolve experimentar e começa a sua alucinógena viagem, por lugares repletos de junkies, pederastas, alienígenas e máquinas de escrever virando baratas.

O elenco é formado por Peter Weller, Judy Davis, Ian Holm, Julian Sands, Roy Scheider, Nicholas Campbell, Monique Mercure, Michael Zelniquer, Robert A. Silverman, Mathilda May e Joseph Scoren.

Voltado ao Livro “Naked Lunch”, o escritor Burroughs fala da Geração Beat e o submundo que rodeava o pessoal desse movimento, inserido na sociedade conservadora dos EUA. As drogas, a violência e o homossexualismo são característicos na literatura de Burroughs.




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Hitchcock, O homem que sabia demais!



Por Nailanna Tenório


Alfred Hitchcock é um daqueles diretores que dispensam apresentações, então, se os caros leitores me permitem, pularei essa parte. O filme em questão de hoje é “O Homem Que Sabia Demais”. Baseado na obra de Charles Bennett e D.B.Wyndham-Lewis, dirigido por Alfred, e protagonizado por Doris Day e James Stewart, a película conta a história de um agente secreto que, ao morrer, revela um segredo para um médico britânico. Segredo esse que vai fazer com que bandidos seqüestrem o seu filho para garantir que nada será revelado.

Um dos aspectos que chama a atenção no filme é a trilha sonora. O compositor Bernard Hermann criou uma seqüência de 12 minutos na qual ele mesmo aparece como regente de uma orquestra. Detalhe: nesse tempo não há se quer um diálogo. Outra característica musical é a cativante música “whatever will be will be” cantarolada docemente por Doris Day e que, merecidamente, ganhou o Oscar.

Quando o assunto é o aspecto técnico, o filme não deixa nada a desejar. Com a fotografia sobre o comando do experiente Robert Burks, e a produção também nas mãos de Alfred, o filme consegue criar o clima de suspense ideal para que o expectador se envolva na história, e não saia da frente da tela até o final.





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Filme feito por alunos participa de grandes festivais



Por Ariane Cruz

A Escola de Audiovisual de Brasília, a OZI , ultimamente tem tido bons motivos para comemorar. Isso porque os alunos da segunda turma do treinamento ANIMUS – Oficina de Animação 3D da OZI, acabam de ter o filme “Rua das Tulipas” selecionado para o maior encontro de animação do mundo, a SIGGRAPH 2008.

O filme conta a história de um grande inventor acostumado a criar soluções para todos os moradores para todos os moradores de sua rua e vê-los felizes, até o dia em que percebe que ainda faltava a felicidade de uma pessoa. Com direção de Alê Camargo, a animação foi realizada entre agosto e outubro de 2007 e levado ao público no início de dezembro, em apresentação no Cine Brasília.

A animação, feita por 20 alunos em 3 meses, já foi premiado no Curta-SE, Festival Iberoamericano de curtas-metragens de Sergipe, e também na Inglaterra, no Festival de Animação Stoke your Fires, onde recebeu o prêmio de Melhor Filme Estudantil. “Rua das Tulipas” participou ainda dos festivais de Campo Grande e do “Guadalajara no México”, e foi selecionado para participar do AnimaMundi 2008, um dos maiores festivais de animação do mundo, que acontece em julho em São Paulo e no Rio de Janeiro.




Fique por dentro do AnimaMundi 2008

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Cinema de Salto Alto

Cena do filme

Por Ana Luíza Monteiro

Depois da grande expectativa pela produção de Steven Spielberg, Indiana Jones, chegou às telonas brasileiras, na última sexta-feira(6), o filme originado da série americana Sex and the City. O longa-metragem, que retoma a história da vida de solteironas em Nova Iorque, ganhou o público nos Estados Unidos. Uma pesquisa feita pelo site AOL Moviefone declarou que o filme foi o mais esperado do ano pela platéia estadounidense.

Na pré-estréia da série, em Londres, as amigas Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda, desfilaram no tapete vermelho usando peças de estilistas famosos. Nos bastidores, durante a produção do filme, houve confusão entre as atrizes. Kim Cattrall (Samantha), que, na época das filmagens estava divorciando e tinha perdido o pai, disse à imprensa que tinha sido uma época muito difícil. “Precisei passar um tempo com a minha família, e fico feliz que o fiz. Acho que, agora, o filme saiu como deveria.”

Já Kristin Davis, que representa Charlone, cansou de ouvir boatos dizendo que as quatro não se dariam bem nas filmagens. “É uma coisa sexista”, disse ela à agência Reuters . Com ou sem confusões, o filme Sex and the City promete arrancar muitas risadas dos brasileiros. Para quem gosta da série, vai ser difícil não se divertir com as desilusões amorosas e conflitos de mulher independente dessas novaiorquinas.




Saiba mais: O que acontece na cidade americana

Conheça mais a agência de notícias Reuters

3 de jun. de 2008

O Nascimento de um novo Hamlet



Por Tarsila Burity

Do vilão Olavo, na novela Paraíso Tropical, ao Capitão Nascimento, no filme Tropa de Elite, a um dos personagens shakespeareanos mais conhecidos da literatura estrangeira. Quando Wagner Moura entra em cena, não tem quem segure. Além de ser talentoso e boa-pinta, ele conta com o apoio de seus fãs e sua esposa, a fotógrafa e jornalista Sandra Delgado, que acompanhou seu mais novo trabalho bem de perto.

Empolgada com a peça “Hamlet”, que tem como protagonista o marido, Sandra fez um documentário registrando ensaios, filmando os bastidores e fazendo entrevistas. Vendeu recentemente 40 minutos da produção para o canal Multishow, que já está exibindo pequenos trechos durante os intervalos da sua programação. Formada pela Universidade Federal da Bahia (1998), Sandra fez sua pós-graduação em Fotografia como Instrumento de Pesquisa nas Ciências Sociais pela Universidade Candido Mendes - RJ(2003). Atualmente é fotógrafa e editora de fotografia do Portal Viva Favela

Segundo o jornal O Globo, o documentário completo, entitulado “Além Hamlet”, será transmitido no canal Multishow, no dia 27 de junho. Já a peça de Wagner Moura, dirigida por Aderbal Freire-Filho, estréia no dia 20 de junho na Faap, em São Paulo. Confira!

O paradoxo da espera de um ônibus – Uma desanimação gráfica



Por Otávio Portugal

A desanimação, de 4’, dirigida por Christian Caselli, “ O paradoxo da espera de um ônibus” é sobre um jovem que fica na parada, com a incerteza se o ônibus vem ou não. As cenas tem poucos movimentos, mas se encaixa perfeitamente com a narração da história.

A partir dessa dúvida ele começa a gerar inúmeras teorias sobre “ Por que o ônibus demora?”, “Se ele demora é sinal que já está chegando.”, “ Se até agora ele não passou é sinal que ainda vai passar.”

Depois de um grande sucesso pelo Youtube, o curta, em abril de 2008, foi selecionado para participar das mostras do Cine PE 2008. O filme teve mais de 260 mil acessos pela internet.

Por ser um trabalho independente, o curta foi exibido em sites como
Curta o curta e youtube. Estes dois sites, são dois dos muitos em que podem ser divulgados trabalhos.

O público na internet recebeu muito bem o filme, não é a toa que teve mais de 260 mil acessos. Em tom irônico o filme tem boas sacadas. A dúvida do personagem sobre o ônibus, em uma manhã de sábado, o leva a um tédio e a uma preguiça de procurar saber se o coletivo vem ou não.

Dois clássicos do cinema e suas trilhas sonoras



Por Rodrigo Lins

Na década de 70, para ser mais exato 1971 e 1972, dois dos maiores clássicos do cinema são lançados, juntamente com suas inesquecíveis trilhas sonoras: Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, e o Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola.

A trilha sonora de Laranja Mecânica é bastante surreal, assim como o próprio filme. Na maior parte do filme, músicas clássicas, em sua maioria do compositor alemão Ludwig Van Beethoven, são executadas, já que a personagem principal do filme, Alex (Malcolm McDowell), é um verdadeiro adorador das obras desse compositor. Mas, o que realmente marca em Laranja Mecânica é a música de entrada do filme. Inconfundível, em qualquer momento ou lugar que ela for executada, os fãs do filme reconhecerão rapidamente a música que está sendo tocada.

Já em O Poderoso Chefão, por se tratar de um filme de máfia, e por exigir um tom que lembre, de alguma forma, a Itália e, mais exatamente a Sicília, a maioria das músicas do filme são de compositores italianos. Devido ao grande sucesso do filme e da sua trilha, em 1990, quando o último episódio da trilogia foi lançado, Slash, então guitarrista da banda Guns n’ Roses, costumava tocar nos shows da banda a música tema do filme.

2 de jun. de 2008

Indiana Jones mais uma vez nas telinhas



Por Ana Luíza Monteiro

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal é o quarto filme da série (iniciada em 1981), e promete trazer, ainda, muitos comentários para os amantes desse episódio. Nele, Indiana Jones viaja pelo mundo enfrentando grandes perigos e aventuras para descobrir fatos e objetos importantes da História. Em mais uma produção alucinante, Steven Spielberg mostra que com talento não se brinca. E com dinheiro também não. Estima-se que o valor orçamental do filme seja de 125 milhões de dólares, o que demonstra a grande capacidade de querer manter o espetáculo de um grande clássico em 124 minutos de longa-metragem.

Mesmo antes de ter estreado no Brasil (no dia 22 de maio), o filme já causava polêmica quanto a sua qualidade. Segundo o internauta Willian Rezende, a produção seria uma das melhores do ano. Já para Thiago Ferreira, a descrença de que a continuação de um filme dá certo fez o internauta acreditar que ele podia não ser tão bom, mas, desde cedo, afirmou: “Não vai ser um filme de se jogar fora!”.

Indiana Jones é um marco na história do cinema. Com cenas memoráveis e excelente bilheteria nas três produções anteriores, fica difícil de acreditar que o quarto não seria um grande sucesso.

"Animadores" vai competir no Anima Mundi



Por Ariane Cruz

Entre os 128 filmes que foram selecionados para competir no Anima Mundi 2008 na categoria curta-metragem de animação, que será realizado em São Paulo, de 23 a 27 de julho, e no Rio de Janeiro, de 11 a 20 de julho, está o filme “Animadores”. O curta foi dirigido pelo quadrinista e cartunista gaúcho Allan Sieber que já foi o vencedor do Festival de Gramado e do próprio Anima Mundi com sua animação “Deus é Pai” e hoje também é colaborador do “Casseta e Planeta, urgente!”. O animador é responsável ainda pela produção de vários outros curtas, além de ter mais de 10 livros de cartuns e quadrinhos publicados. Em 1999, junto com Otto Guerra, Denise Garcia e Lica Stein, ele fundou o estúdio de animação Toscographics, que o próprio descreve como “a menor megacorporação do planeta”.

Na 16ª edição do Anima Mundi, “Animadores” vai competir com outros filmes de diversas nacionalidades, já publicados na lista do site. O curta de 35 mm, que tem a produção de Denise Garcia, conta a história de Miguel, homem que ganha a vida se vestindo de urso para animar festas infantis. O filme é em preto e branco, não tem diálogo, e mostra o futuro promissor que tem os filmes animados produzidos no Brasil.

O outro lado da imprensa em Cidadão Kane



Por Nailanna Tenório

O que faz com que um filme entre para a história do cinema, e seja considerado o melhor de todos os tempos? Cidadão Kane pode lhe ajudar a responder essa pergunta. Com o roteiro, direção, e papel principal nas mãos de um jovem de 25 anos, esse filme foi muito além do que a produtora RKO esperava. O longa conta a história de um empresário da comunicação, Charles Foster Kane. Típico americano, ele acha que tudo pode, e que com a sua fama e dinheiro irá conquistar o mundo. Mas precisa de um meio para isso, e no caso dele foi a imprensa. Considerado um magnata das comunicações, ele usa seu jornal para conseguir o que quer, e vai longe.

Com um jornalismo sensacionalista, o empresário conquista a grande massa, e a população passa a enxergá-lo como o “defensor dos pobres e oprimidos”. Mas o grande mistério do filme está em torno da última palavra de Kane “rosebud”. Com a morte de Charles, a imprensa passa a investigar a sua vida, e a querer explorar os mistérios que rondavam o cotidiano do magnata, além de descobrir o significado da sua última palavra.
Ao fazer uso de técnicas inovadoras para a época, Orson Welles faz com que seu filme seja revolucionário também para os dias de hoje.

Assista Cidadão Kane e aprenda a não confiar em tudo que a imprensa diz.

27 de mai. de 2008

Centro Cultural SP promove mostra de filmes árabes

Imagem de uma das salas de exibições dos filmes


Por Tarsila Burity

O Centro Cultural de São Paulo, em parceria com o Instituto de Cultura Árabe, leva às telas a mostra de cinema "Imagens do Oriente 2008". As exibições têm início hoje e vão até dia 01/06. A cultura e realidade social dos países árabes serão objeto de análise dos participantes do evento.

Um dos documentários da mostra, “De Futebol a Sonhos”, conta a história de um grupo de jovens apaixonados pelo futebol. Devido à precariedade de suas condições, não têm um time fixo, participação em competições internacionais, muito menos como treinar devido à falta de espaço. A película foi filmada na Palestina.

Como parte da programação, haverá um debate no dia 28 (quarta-feira), que abordará, entre outras questões, o cinema árabe e iraniano atual. O evento contará com a participação dos cineastas Montaser Marai (Palestina) e Alimohamad Ghassemi (Irã), e dos diretores Abolfazi Saffari (Irã) e Mohammad Afaridehg (Centro de Cinema Experimental do Irã).Também é convidada Alessandra Meleiro,da Usp e do Centro Cultural São Paulo. A mediadora do debate será Arlene Clemesha, co-diretora do Departamento de Relações Nacionais e Internacionais do Icarabe.

Imagens do Oriente 2008 é gratuito e apresentará 42 produções, divididas em três categorias (documentários, curtas e longas-metragens). Serão mostrados filmes iranianos, libaneses, palestinos, paquistaneses, sírios e jordanianos. Para mais informações, ligue para (11) 3383-3402 ou envie um e-mail para ccsp@prefeitura.sp.gov.br.

Tião é premiado em Cannes

Tião, de branco, e os demais representantes de "O Muro" em Cannes


Por Ana Luíza Monteiro

Na última sexta-feira, 23, o pernambucano Bruno Bezerra, conhecido como Tião, recebeu o prêmio “Regard Neuf” (Olhar Novo) na Quinzena de Realizadores do Festival de Cannes, na França. O seu curta-metragem “Muro”, de 16 minutos, foi considerado o “mais audacioso” pelo júri responsável. O filme foi gravado em Serra Talhada, Sertão de Pernambuco, e o roteiro fala da alma e do vazio comparados a um “deserto em expansão”, discutindo questões como o progresso e o atraso social.

Tião estuda jornalismo na Universidade Católica de Pernambuco e cursa o sexto período. Em entrevista ao jornalista Kleber Mendonça Filho, o jovem, que teve o apoio da faculdade para fazer o curta, afirmou que considera Cannes um festival estranho onde as pessoas lhe agradecem por ter feito um filme. “A obra é celebrada e aqui o cineasta é tratado como um artigo raro que precisa ser preservado, o que deixa uma sensação esquisita de que o cinema estaria em fase de extinção."

Ainda na Quinzena, também foram premiados o longa-metragem belga “Eldorado” (Prêmio “Regard Jeunes” e Label Europa Cinemas), o eslovaco “Blind Loves” (Prêmio da CICAE) e o franco-belga “Les Bureaux de Dieu” (Prêmio SACD). O francês "Entre les Murs", exibido no último dia do Festival (25), foi o grande vencedor da Palma de Ouro e deu o prêmio para seu país que, há vinte anos, não conseguia tal reconhecimento. O filme "A Festa da Menina Morta",de Matheus Nachtergaele, que concorria na mostra Un Certain Regard, não foi premiado.

Em que ponto a imaginação some totalmente?

Matias(Raul Cortez) no quarto do asilo


Por Otávio Portugal

O curta-metragem “Imminente Luna” de Maurício Lanzara, fala sobre dois idosos, Matias (Raul Cortez) e Ernesto(Emílio Di Biasi), que dividem um quarto no asilo. O dois personagens têm personalidades muito diferentes, Matias é um sonhador, sempre de bem com a vida e nunca se deixa abalar por estar trancafiado em um minúsculo quarto. Já Ernesto é pessimista, sempre mau-humorado e sem nenhuma imaginação.

O único contato que os dois têm com o exterior é uma pequena janela. Para poder enxergar o outro lado, tem que fazer um grande esforço. Matias por ser mais ativo, sempre brincalhão e um excelente contador de histórias narra para Ernesto, que vive na cama e sempre reclamando de tudo e todos, os acontecimentos do lado de fora.

Na história cada um optou por uma realidade, um escolheu a fantasia (Matias) e o outro não enxergava nenhuma saída para o seu sofrimento (Ernesto). Com o passar do tempo eles se tornam grandes amigos. A convivência com Matias vai mudando o comportamento de Ernesto ao restituir-lhe a imaginação que havia perdido.

A história recebe o nome “ Imminente Luna” justamente por isso, Matias tem como inspiração para as suas histórias a Luna ( lua em português). Apenas com uma pequena janela e uma grande imaginação, ele traz um mundo totalmente alegre para Ernesto.

O filme tem um roteiro simples e bastante inovador. Ele mostra como o poder das palavras é um tanto significativo, quando lidamos com outros seres humanos. A liberdade também aparece na história, mas no formato do pensamento (estamos presos apenas fisicamente), ou seja não há nenhuma grade que possa prender o ser humano.

Ficha Completa

A psicanálise Freudiana nas telas do Cinema

Cena do médico transformado em monstro, após tomar a poção


Por Nailanna Tenório

Não, cinema não é apenas diversão, é também cultura, arte, pompa e circunstância. Bons tempos em que os filmes eram assim, tempos esses que nós não éramos nascidos, mas perguntem a seus avós, e vocês saberão o significado da frase “juntar o útil ao agradável.” O filme O Médico e o Monstro, de 1941, é um exemplo.

Baseado no livro homônimo de escocês Robert Louis Stevenson, o filme é um daqueles clássicos que os amantes do terror não podem deixar de assistir. Você não vai encontrar nada parecido no cinema atual, pois a história desse filme, ao contrário da grande maioria que é exibido por ai, tem originalidade, embasamento, é intrigante. A película conta a história do Dr. Henry Jekyll, que foi capaz de criar uma porção que podesse trazer a tona o lado mais obscuro da sua personalidade, lado esse que todos nós temos, mas que está reprimido.

Uma história que foi escrita com base na psicanálise freudiana, transportada para a tela do cinema sobre a direção de Robert Louis, e com um elenco que conta nada mais nada menos do que com a participação de Lana Turner. O Médico e o Monstro é um daqueles clássicos que você não pode deixar de ver e que, com certeza, ao final do filme, você irá se perguntar: “Como que antigamente, mesmo com poucos recursos tecnológicos, as pessoas conseguiam produzir um filme de tanta qualidade, enquanto que hoje em dia...”, bem, pelo menos eu me fiz essa pergunta.

Então tenha o prazer de assistí-lo e bom filme!

Ficha Técnica

Festival de Animação Anima Mundi começa em julho


Por Ariane Cruz

Já estão abertas as inscrições para a 16ª edição do Anima Mundi, o festival internacional de animação do Brasil. O evento, que acontecerá no Rio de Janeiro e em São Paulo, é um dos mais reconhecidos mundialmente e importante na divulgação e formação de vários animadores. Este ano, as categorias que irão disputar o Troféu Anima Mundi em competição são:

Curta-Metragem - curtas para o público geral.
Longa-Metragem - filmes com duração superior a 60 minutos.
Curta Infantil - curtas para o público infantil.
Animação Brasileira - curtas realizados por brasileiros. Exibidos nas sessões Curta-Metragem e Curta Infantil.
Filme de Estudante • curtas produzidos como resultado de um curso de animação. Exibidos nas sessões Curta-Metragem e Curta Infantil.
Filme de Encomenda • curtas realizados sob encomenda, para publicidade, institucionais, videoclips ou seqüências de efeitos especiais para filmes de longa-metragem. Exibidos na sessão Portifólio.

Os filmes e vídeos serão julgados tanto pelo Júri Popular, quanto pelo Júri Profissional. Além do troféu, os vencedores também receberão uma premiação em dinheiro, que varia de acordo com a categoria. Durante o festival, haverá também o Prêmio dos Diretores do Anima Mundi, concedido ao filme ou vídeo que se pela sua contribuição especial ao cinema de animação, e o Prêmio Anima Mundi Especial, que vai selecionar alguns dos melhores filmes e realizar uma mostra por algumas cidades brasileiras após o festival, como consta no regulamento do evento.

O famoso festival de animação, que reúne fãs do gênero do mundo todo, ocorrerá entre os dias 11 e 20 de julho no Rio de Janeiro, e do dia 23 ao 27 de julho em São Paulo. A lista da pré-seleção para os filmes que irão participar do Anima Mundi já está disponível no site do evento.

20 de mai. de 2008

Pernambuco em Cannes


Por Ana Luíza Monteiro

O diretor pernambucano Bruno Bezerra, o Tião, 25, será o único brasileiro a competir na 40º edição da Quinzena de Realizadores do Festival de Cannes, que começou no dia 14 e será realizado até o dia 25 deste mês. O filme "Muro", que originalmente, se chamaria "Muro das lamentações", é a segunda produção do jovem e foi selecionado entre 11 trabalhos de diretores promissores de todo mundo. Seu primeiro filme foi o curta "Eisenstein" (2006), produzido em parceria com Leonardo Lacca e Raul Luna, e vencedor do concurso de roteiro Ary Severo/Firmo Neto (Governo do Estado/Prefeitura do Recife).
Neste novo trabalho, feito pela produtora recifense Trincheira Filmes, o vídeo, de 16 minutos, foi gravado na comunidade da Vila de Conceição de Cima, distrito de Serra Talhada, sertão pernambucano. O elenco é encabeçado pelo ator José Humberto, de Serra Talhada, e a atriz recifense Inaê Veríssimo.
Tião diz não ter receio de ser posto sob análise de crítica do mundo inteiro. Pelo contrário, ele acha a experiência incrível: “É sempre muito bom você poder mostrar o seu filme, ainda mais quando se tem a oportunidade de conversar sobre ele em debates ou coletivas”. Cannes é o lugar onde todo cineasta sonha algum dia estar. E o jovem Tião, de apenas 25 anos, já chegou lá. Com esse talento todo, resta-nos esperar o resultado, porque de uma coisa, temos certeza: Pernambuco será muito bem representado!

Mostra Pernambuco tem curta-metragem de animação honrado

Por Ariane Cruz

O filme “As Scismas do Destino”, do diretor Paulo Leonardo Souza, recebeu menção honrosa pelo roteiro na última edição, a 12ª, do Cine-PE, realizado no começo desse mês. O curta, de 9 minutos, é um vídeo experimental baseado em um poema de Augusto dos Anjos. A honraria foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica do Estado, o Sindicine, e é concedida aos técnicos dos curta-metragens em 35mm, a partir do resultado do júri oficial do festival.
A Mostra Pernambuco iniciou antecipadamente o festival desse ano e foi promovido devido ao número marcante de curtas pernambucanos inscritos para a grande noite do cinema em Recife. As exibições foram feitas nas salas de Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, a Fundaj. A animação de Paulo Leonardo também foi exibida durante o Festival de Vídeo de Pernambuco, realizado no Teatro do Parque, no Centro do Recife, durante o mês de dezembro de 2007. Além de “Scismas do Destino”, também fizeram parte da Mostra curtas como “Miro: Preto, Pobre, Poeta e Periférico”, de Wilson Freire, eleito o Melhor Filme da categoria, e “Triunfo”, com a direção de Geórgia Alves, que recebeu a Menção Honrosa pela Direção.
Além da Mostra Pernambuco, o festival promoveu ainda o Cine-PE Porto de Galinhas, Seminários, Oficinas de Especialização, Lançamentos de Livros e Mostras Competitivas.

Nossa Vida Não Cabe num Opala é o grande ganhador do CINE-PE 2008


Por Rodrigo Galvão


Na noite de 04 de maio, o CINE-PE divulgou os filmes premiados na edição 2008. O filme de ficção, dirigido pelo paulista Reinaldo Pinheiro, ganhou o prêmio principal do festival, o de melhor longa-metragem.
A história do filme gira em torno de uma família que, após a morte precoce do pai, luta para sobreviver, apesar da excentricidade de cada um.
O longa-metragem ainda conta com a presença magistral de Dercy Gonçalves, que consegue arrancar risos de qualquer pessoa.
Além do prêmio de melhor longa-metragem, o filme também recebeu um dos prêmios mais aguardados pelas pessoas que fazem cinema, apesar de não ser tão badalado quanto os outros prêmios: o prêmio de melhor Trilha Sonora do evento. Sempre muito concorrido e cobiçado pelos que fazem parte da enunciação cinematográfica, “Nossa Vida Não Cabe num Opala” acerta em cheio e leva o prêmio. O áudio que faz parte do filme se encaixa perfeitamente bem em todas as cenas, conseguindo criar momentos de tensão e de descontração sempre que necessário.
A trilha sonora premiada é assinada pelo Maestro Amalfi e por Mário Botolotto, tendo Miriam Biderman como engenheira de som.

Ficha Técnica do Filme:
Produção: Seqüência 1 Ltda.
Direção: Reinaldo Pinheiro
Roteiro: Di Moretti
Fotografia: Jacob Sacramento Solitrenick, ABC
Direção de Arte: Mônica Palazzo
Som: Miriam Biderman
Trilha Sonora: Maestro Amalfi e Mário Botolotto
Montagem: Willen DiasContato: sequencia1@terra.com.br

Projeto Cine Sarau Petrobras chega a Pernambuco


Por Nailanna Tenório

Após percorrer dez estados do Brasil, o Cinearte Sarau Petrobras chega a Pernambuco. O projeto tem como principal objetivo a exibição pública de filmes nacionais, em locais abertos, em um telão inflável de 14x9m.
Em Pernambuco, o Cinearte terá a seguinte programação:

Cidade: Limoeiro
DIA 28/05 –
Filme – O sumiço da santa e Vida de cachorro – 19h
Local: Praça da bandeira

Cidade: Ipojuca
DIA 29/05 – Teatro - Café Pequeno Da Silva – 18h
Filme - Narradores de Javé – 19h
Local: Praça Principal

Cidade: Recife
DIA 30/05 - Teatro - Café Pequeno Da Silva – 18h
Filmes – Cinema de Pernambuco – 19h
Sugestão Clássicos: Chaplin ou Cinema Paradiso
Local: Pátio São Pedro

31 de maio
Local: Pátio do Carmo(Olinda) a partir das 17h
Exibição do filme "O Ano em que meu pais sairam de Férias"
01 de Junho
Pátio de São Pedro (Recife) a partir das 17h
Exibição dos filme: "Vida de Cachorro" de Charles Chaplin e "Deus é Brasileiro" Após passar por Pernambuco, o Cinearte seguirá para outros estados do Nordeste, dentre os quais estão inclusos a Paraíba, o Rio Grande do Norte, e o Ceará.

5 de mai. de 2008

Clássico para os ouvidos

por Rodrigo Galvão


A escolha da trilha sonora é um dos momentos de maior importância no processo de enunciação do filme, pois para um filme poder ser considerado um clássico, é preciso ter, além de um bom roteiro e boas atuações dos atores, uma boa trilha sonora, também conhecida como banda sonora.

Certas músicas se tornam imortais depois que fazem parte de um filme, como é o caso de “Cantando na Chuva”, mas existem casos de diretores que escolhem músicas já consideradas clássicas para a trilha dos seus filmes, como é o caso de Woody Allen.

Em Manhattan (1979), tido como uma das obras-primas de Woody Allen, ele usa, como de costume, clássicos do Jazz, como: “Oh Lady, Be Good” e “I’ve a Crush On You”.

São as trilhas sonoras que constroem o clima das cenas. Elas que transmitem a noção de romantismo e de suspense na devida hora necessária. E, sem uma boa trilha, qualquer filme está fadado ao insucesso.

4 de mai. de 2008

“O Bebê de Rosemary” comemora quarenta anos

por Nailanna Tenório



No ano do seu quadragésimo aniversário, a obra -prima de Roman Polanski, O Bebê de Rosemary, ainda é considerado um filme atual.

Diferente dos atuais filmes de terror/suspense nos quais existem cenas recheadas de carnificina, o filme de Polanski é uma obra original, subjetiva, com um roteiro que mantêm o público preso em suas poltronas até a última cena.

O filme se passa no edifício Dakota, em Nova York (o mesmo onde o ex-beatle John Lennon morava) local que um jovem casal escolhe para começar a vida. Mas eles não contavam com a presença de vizinhos muito “simpáticos” que iriam passar a interferir de maneira dramática em seus destinos. Com a gravidez de Rosemary, e com o fracasso profissional do seu marido, que era ator, o casal de vizinhos propõe uma solução tentadora: o sucesso profissional de Guy (marido de Rosemary) em troca de um “favor”.

Um filme terrivelmente perturbador, que mexe com a mente do público, e que proporciona aos expectadores uns dos finais mais surpreendentes no ramo dos filmes de terror psicológico. Assim pode ser descrito o Bebê de Rosemary que, apesar dos seus quarenta anos, continua a ser um filme capaz de despertar muita polêmica.

Percussores do cinema não-comum, com sentido e fedendo a estrume

por Otávio Portugal



“ Teixeiras Eiras

Cineasta de vanguarda. Já realizou três longas-metragens que para serem entendidos têm que projetá-los de trás pra frente, um em seguida do outro. Autor também de vários curtas, uns com trinta centímetros, outros com quinze, dez... E por aí em diante.”

O trecho acima, retirado do livro “ E agora são cinzas” de Angeli, representa uma ironia aos artistas que se dizem intelectuais. Dentre os vários meios de expressões existe um ,chamado cinema underground.

Ao pé-da-letra underground significa subterrâneo, mas no cotidiano essa palavra virou um instrumento de contra-cultura. No audiovisual as produções independentes tem sido comum, com poucos recursos e carregadas de denúncias e idéias no formato cômico, irônico e não-convencional.

No Festival de Cinema de Pernambuco (CinePE), dois filmes tinham essas características “Um para um” de Erico Rassi e “O dossiê de Rebordosa” de César Cabral. O primeiro filme (curta metragem) é sobre uma produção de um filme porno experimental e o segundo (também curta metragem) é uma animação, explicando porque Angeli teve que matar a sua mais famosa criação, a Rebordosa.

"Uma Verdade Incoveniente"

por Tarsila Burity



Após "Uma Verdade Inconveniente" ganhar o prêmio de melhor documentário de longa-metragem no Oscar 2007, logo surgiram defensores da causa ecológica ao redor do mundo. Um deles é o ator Leonardo Di Caprio.

Fã assumido do idealizador do documentário - o ex-vice-presidente americano Al Gore - Di Caprio lança um trabalho abordando o mesmo tema, chamado "The 11th Hour" (A 11a Hora). Tópicos que geram debate contínuo no cenário ecológico atual, como seca, fome, furacões e chuva ácida, são citados neste projeto.
A produção e narração ficam por conta do ator, e as irmãs Leila e Nadia Conners são responsáveis pela direção.

Mundialmente conhecido por suas atuações no cinema e inúmeros prêmios ganhos, Di Caprio defende a causa ecológica, dizendo que a mídia muitas vezes dá atenção à questões não tão relevantes quanto o futuro do nosso planeta, e como este problema poderá ser agravado à medida que nós ignoramos a situação.

O documentário discute o estado crítico em que nosso planeta se encontra, e o papel direto do homem neste sentido. Políticos, cientistas e autoridades em defesa ambiental fazem parte da lista de entrevistados e colaboradores do filme.

Animação e tecnologia: visão em 3D nas telinhas

por Ariane Cruz



Este ano os produtores dos filmes de animação vão apostar na tecnologia tridimensional, pela qual o telespectador pode enxergá-lo em três dimensões: comprimento, largura e volume. E, para ter esse efeito, o público precisará usar óculos especiais.

Apesar de mais trabalhosos, os filmes em 3D rendem uma boa bilheteria como exemplo “Toy Story”, “Shrek 3” e “Ratatouille”, que já podem ser vistos nesse formato. Entre dez animações apresentadas em pré-estréia pela Disney, oito são tridimensionais, e todo esse investimento espera um retorno dos telespectadores dispostos a pagar mais caro pelos ingressos. O custo se torna maior porque, além da construção de estúdios específicos, a tecnologia avançada exige salas especiais para a projeção em 3D. A estimativa é que os preços das produções aumentem entre RS$10 a RS$15 milhões de dólares.

Em novembro deste ano, a Disney vai lançar, na tecnologia tridimensional, o filme “Bolt”, que conta a história de um cachorro que pensa ter poderes de super-herói. Os telespectadores fãs do gênero esperam que, com a nova tecnologia, eles possam enxergar em três dimensões e passar a se sentir dentro do mundo de animação.

Um cinema que surpreende

por Ana Luíza Monteiro



Não é à toa que o Cine-PE está conquistando cada vez mais o Brasil. As programações recheadas de novidades é o que deixa o festival, de maior participação popular do país, diversificado e empreendedor. Desde 1997, ele vem mostrando ao público a qualidade das suas apresentações e porque está preparado para ser inserido em qualquer “manual de recordes”.

Este ano, o Cine-PE teve início no dia 28 de abril e vai ser concluído hoje (4) com uma solenidade de premiação. Na sua programação, estiveram presentes mostras de curtas e longas metragens, além de seminários e oficinas durante toda a semana. Os filmes vão ser avaliados por um júri oficial e serão oferecidas honrarias, como o troféu Calunga, exclusivo do festival, para premiar os vencedores das mostras competitivas, além de premiações concedidas por instituições parceiras.

Ao longo desses 11 anos, o festival pernambucano conseguiu um público de 185 mil pessoas e promete agregar cada vez mais pela qualidade e competência de suas programações.

29 de mar. de 2008

10.000 A.C.

O cinema tem suas peculiaridades. Não é de hoje que filmes épicos são retratados nas grandes telonas. Numa tentativa de resgatar um passado remoto da nossa civilização, Roland Emmerich, diretor de 10.000 A.C. surpreende. A produção americana conta com um elenco diverso e uma equipe de efeitos especiais dignos de um Oscar. O filme relata a história de um jovem caçador que luta para guiar seu exército por um vasto deserto enfrentando animais pré-históricos. Ele acaba descobrindo uma civilização perdida, enquanto tenta salvar a mulher amada, capturada durante uma invasão à sua aldeia. Há uma crítica implícita no filme, que remete ao uso da autoridade por parte de chefes de Estado, que criam a falsa ilusão de serem “divindades”. Os comentários sobre a história são diversos e, em sua maioria, bons. Oscilando entre “excelente” e “ótimo”, 10.000 A.C. é um filme de tirar o fôlego, caindo no gosto do público.
Veja o trailer do filme aqui

http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=12905


Censura - livre

Duração - 109'

Sala 1 – 14h25, 16h45, 19h05, 21h25.
http://www.boxcinemas.com.br

Sala 3 – 14h, 16h20, 18h40, 21h.

Sala 4 – 12h, 14h20, 16h40, 19h10, 21h30
http://www.ucicinemas.com.br/programacao/programacao_interna.asp?cinema=5

Sala 1 – 12h30, 14h50, 17h10, 19h30, 21h50.

http://www.ucicinemas.com.br/programacao/programacao_interna.asp?cinema=4

26 de mar. de 2008

Durval Discos - O filme

"Além de cinéfilos, somos viciados em Lps mas não na submissão"

Isso foi o que um grupo disse depois de assistir “Durval discos”. O filme tem como personagem principal “Durval”, um hippie coroão, solteiro, vendedor de lps, já beirando os 40, e ainda vive com a mãe. A dita cuja se chama Dona Carmita, uma velha dominadora que não mede as conseqüências de seus atos.

Durval se recusa a trocar seus lps por cds, o que talvez revele um medo com o futuro, achando que sendo submisso a sua mãe estará mais seguro. A trilha sonora que combina perfeitamente com ele é Mestre Jonas , de Sá, Rodrix e Guarabira.


Mestre Jonas
Sá e Guarabira
Composição: Sá / Rodix / Guarabyra

Dentro da baleia mora mestre Jonas
Desde que completou a maioridade
a baleia é sua casa, sua cidade
dentro dela guarda suas gravatas, seus ternos de linho

e ele diz que se chama Jonas
e ele diz que é um santo homem
e ele diz que mora dentro da baleia por vontade própria
e ele diz que está comprometido
e ele diz que assinou papel
que vai mante-lo preso na baleia até o fim da vida
até o fim da vida

dentro da baleia a vida é tão mais fácil
nada incomoda o silêncio e a paz de jonas
quando o tempo é mal, a tempestade fica de fora
a baleia é mais segura que um grande navio

e ele diz que se chama Jonas
e ele diz que é um santo homem
e ele diz que mora dentro da baleia por vontade própria
e ele diz que está comprometido
e ele diz que assinou papel
que vai mante-lo preso na baleia até o fim da vida
até o fim da vida
até subir pro céu


Os dois levavam uma rotina pacata, até que um dia uma menina, chamada Kiki, surge inesperadamente na vida deles. O seu aparecimento vai mudar o olhar de Durval e sua mãe sobre o cotidiano. Mas em um futuro não muito próximo chega uma noticia, pelo telejornal, nada agradável a Kiki foi seqüestrada por um bando e deixada na casa deles. Durval sempre tentando fazer algo para resolver o problema mas era atrapalhado por sua mãe, até que inúmeras conseqüências trágicas acontecem. O que era para ser um floco de neve, acabou se tornando uma avalanche. O medo de Durval com o futuro e sua submissão, o levou a destruição.

25 de mar. de 2008

80 Anos do Oscar

No dia 24 de fevereiro deste ano, o Oscar, maior prêmio do cinema, completou 80 anos de premiações no Kodak Theatre, em Hollywood. Na tão esperada noite, a atração principal não foi nem uma banda, nem a premiação de um filme, mas sim a retrospectiva preparada pela Academia que relembrou as edições anteriores e grandes clássicos como "O Vento Levou", "Titanic" e entre outros ganhadores da estatueta nessas oito décadas de história. As tradicionais homenagens e as surpresas de uma premiação inusitada também marcaram a noite e os 80 anos do Oscar. Robert Boyle recebeu Oscar Honorário aos 98 anos, após uma longa vida dedicada ao cinema. Director Artístico, Ator, Produtor, o premiado soma cerca de 70 anos de cinema, passando por todas as crises e momentos altos da Sétima Arte. A homenagem foi o ponto alto da noite.


Vencedores do ano 2008:

Melhor Filme – Onde os fracos não têm vez
Melhor Diretor – Joel e Ethan Coen, por Onde os fracos não têm vez
Melhor Atriz – Marion Cotillard (Piaf)
Melhor Ator – Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)
Melhor Ator Coadjuvante – Javier Bardem (Onde os Fracos não têm Vez)
Melhor Atriz Coadjuvante – Tilda Swinton (Conduta de Risco)
Melhor Roteiro Original – Diablo Cody - Juno
Melhor Roteiro Adaptado – Joel e Ethan Coen (Onde os Fracos não têm Vez)
Melhor Filme em Língua Estrangeira – The Counterfeiters (Áustria)
Melhor Filme de Animação – Ratatouille
Melhor Curta de Animação – Pedro e o Lobo
Melhor Documentário – Freeheld
Melhor Curta Documentário – Lê Mozart dês Pickpockets
Melhor Canção – Falling Slowly (Once)
Melhor Trilha Sonora – Desejo e Reparação, Dario Marianelli
Melhor Edição de Som – Ultimato Bourne
Melhor Mixagem de Som – Ultimato Bourne
Melhor Edição de Filme – Ultimato Bourne
Melhor Fotografia – Sangue Negro
Melhor Direção de Arte – Sweeney Todd
Melhor Efeitos Visuais – A Bússola de Ouro
Melhor Maquiagem – Piaf
Melhor Figurino – Elizabeth