Por Otávio Portugal
O curta-metragem “Imminente Luna” de Maurício Lanzara, fala sobre dois idosos, Matias (Raul Cortez) e Ernesto(Emílio Di Biasi), que dividem um quarto no asilo. O dois personagens têm personalidades muito diferentes, Matias é um sonhador, sempre de bem com a vida e nunca se deixa abalar por estar trancafiado em um minúsculo quarto. Já Ernesto é pessimista, sempre mau-humorado e sem nenhuma imaginação.
O único contato que os dois têm com o exterior é uma pequena janela. Para poder enxergar o outro lado, tem que fazer um grande esforço. Matias por ser mais ativo, sempre brincalhão e um excelente contador de histórias narra para Ernesto, que vive na cama e sempre reclamando de tudo e todos, os acontecimentos do lado de fora.
Na história cada um optou por uma realidade, um escolheu a fantasia (Matias) e o outro não enxergava nenhuma saída para o seu sofrimento (Ernesto). Com o passar do tempo eles se tornam grandes amigos. A convivência com Matias vai mudando o comportamento de Ernesto ao restituir-lhe a imaginação que havia perdido.
A história recebe o nome “
O filme tem um roteiro simples e bastante inovador. Ele mostra como o poder das palavras é um tanto significativo, quando lidamos com outros seres humanos. A liberdade também aparece na história, mas no formato do pensamento (estamos presos apenas fisicamente), ou seja não há nenhuma grade que possa prender o ser humano.
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