27 de mai. de 2008

Em que ponto a imaginação some totalmente?

Matias(Raul Cortez) no quarto do asilo


Por Otávio Portugal

O curta-metragem “Imminente Luna” de Maurício Lanzara, fala sobre dois idosos, Matias (Raul Cortez) e Ernesto(Emílio Di Biasi), que dividem um quarto no asilo. O dois personagens têm personalidades muito diferentes, Matias é um sonhador, sempre de bem com a vida e nunca se deixa abalar por estar trancafiado em um minúsculo quarto. Já Ernesto é pessimista, sempre mau-humorado e sem nenhuma imaginação.

O único contato que os dois têm com o exterior é uma pequena janela. Para poder enxergar o outro lado, tem que fazer um grande esforço. Matias por ser mais ativo, sempre brincalhão e um excelente contador de histórias narra para Ernesto, que vive na cama e sempre reclamando de tudo e todos, os acontecimentos do lado de fora.

Na história cada um optou por uma realidade, um escolheu a fantasia (Matias) e o outro não enxergava nenhuma saída para o seu sofrimento (Ernesto). Com o passar do tempo eles se tornam grandes amigos. A convivência com Matias vai mudando o comportamento de Ernesto ao restituir-lhe a imaginação que havia perdido.

A história recebe o nome “ Imminente Luna” justamente por isso, Matias tem como inspiração para as suas histórias a Luna ( lua em português). Apenas com uma pequena janela e uma grande imaginação, ele traz um mundo totalmente alegre para Ernesto.

O filme tem um roteiro simples e bastante inovador. Ele mostra como o poder das palavras é um tanto significativo, quando lidamos com outros seres humanos. A liberdade também aparece na história, mas no formato do pensamento (estamos presos apenas fisicamente), ou seja não há nenhuma grade que possa prender o ser humano.

Ficha Completa

Nenhum comentário: