27 de mai. de 2008

Centro Cultural SP promove mostra de filmes árabes

Imagem de uma das salas de exibições dos filmes


Por Tarsila Burity

O Centro Cultural de São Paulo, em parceria com o Instituto de Cultura Árabe, leva às telas a mostra de cinema "Imagens do Oriente 2008". As exibições têm início hoje e vão até dia 01/06. A cultura e realidade social dos países árabes serão objeto de análise dos participantes do evento.

Um dos documentários da mostra, “De Futebol a Sonhos”, conta a história de um grupo de jovens apaixonados pelo futebol. Devido à precariedade de suas condições, não têm um time fixo, participação em competições internacionais, muito menos como treinar devido à falta de espaço. A película foi filmada na Palestina.

Como parte da programação, haverá um debate no dia 28 (quarta-feira), que abordará, entre outras questões, o cinema árabe e iraniano atual. O evento contará com a participação dos cineastas Montaser Marai (Palestina) e Alimohamad Ghassemi (Irã), e dos diretores Abolfazi Saffari (Irã) e Mohammad Afaridehg (Centro de Cinema Experimental do Irã).Também é convidada Alessandra Meleiro,da Usp e do Centro Cultural São Paulo. A mediadora do debate será Arlene Clemesha, co-diretora do Departamento de Relações Nacionais e Internacionais do Icarabe.

Imagens do Oriente 2008 é gratuito e apresentará 42 produções, divididas em três categorias (documentários, curtas e longas-metragens). Serão mostrados filmes iranianos, libaneses, palestinos, paquistaneses, sírios e jordanianos. Para mais informações, ligue para (11) 3383-3402 ou envie um e-mail para ccsp@prefeitura.sp.gov.br.

Tião é premiado em Cannes

Tião, de branco, e os demais representantes de "O Muro" em Cannes


Por Ana Luíza Monteiro

Na última sexta-feira, 23, o pernambucano Bruno Bezerra, conhecido como Tião, recebeu o prêmio “Regard Neuf” (Olhar Novo) na Quinzena de Realizadores do Festival de Cannes, na França. O seu curta-metragem “Muro”, de 16 minutos, foi considerado o “mais audacioso” pelo júri responsável. O filme foi gravado em Serra Talhada, Sertão de Pernambuco, e o roteiro fala da alma e do vazio comparados a um “deserto em expansão”, discutindo questões como o progresso e o atraso social.

Tião estuda jornalismo na Universidade Católica de Pernambuco e cursa o sexto período. Em entrevista ao jornalista Kleber Mendonça Filho, o jovem, que teve o apoio da faculdade para fazer o curta, afirmou que considera Cannes um festival estranho onde as pessoas lhe agradecem por ter feito um filme. “A obra é celebrada e aqui o cineasta é tratado como um artigo raro que precisa ser preservado, o que deixa uma sensação esquisita de que o cinema estaria em fase de extinção."

Ainda na Quinzena, também foram premiados o longa-metragem belga “Eldorado” (Prêmio “Regard Jeunes” e Label Europa Cinemas), o eslovaco “Blind Loves” (Prêmio da CICAE) e o franco-belga “Les Bureaux de Dieu” (Prêmio SACD). O francês "Entre les Murs", exibido no último dia do Festival (25), foi o grande vencedor da Palma de Ouro e deu o prêmio para seu país que, há vinte anos, não conseguia tal reconhecimento. O filme "A Festa da Menina Morta",de Matheus Nachtergaele, que concorria na mostra Un Certain Regard, não foi premiado.

Em que ponto a imaginação some totalmente?

Matias(Raul Cortez) no quarto do asilo


Por Otávio Portugal

O curta-metragem “Imminente Luna” de Maurício Lanzara, fala sobre dois idosos, Matias (Raul Cortez) e Ernesto(Emílio Di Biasi), que dividem um quarto no asilo. O dois personagens têm personalidades muito diferentes, Matias é um sonhador, sempre de bem com a vida e nunca se deixa abalar por estar trancafiado em um minúsculo quarto. Já Ernesto é pessimista, sempre mau-humorado e sem nenhuma imaginação.

O único contato que os dois têm com o exterior é uma pequena janela. Para poder enxergar o outro lado, tem que fazer um grande esforço. Matias por ser mais ativo, sempre brincalhão e um excelente contador de histórias narra para Ernesto, que vive na cama e sempre reclamando de tudo e todos, os acontecimentos do lado de fora.

Na história cada um optou por uma realidade, um escolheu a fantasia (Matias) e o outro não enxergava nenhuma saída para o seu sofrimento (Ernesto). Com o passar do tempo eles se tornam grandes amigos. A convivência com Matias vai mudando o comportamento de Ernesto ao restituir-lhe a imaginação que havia perdido.

A história recebe o nome “ Imminente Luna” justamente por isso, Matias tem como inspiração para as suas histórias a Luna ( lua em português). Apenas com uma pequena janela e uma grande imaginação, ele traz um mundo totalmente alegre para Ernesto.

O filme tem um roteiro simples e bastante inovador. Ele mostra como o poder das palavras é um tanto significativo, quando lidamos com outros seres humanos. A liberdade também aparece na história, mas no formato do pensamento (estamos presos apenas fisicamente), ou seja não há nenhuma grade que possa prender o ser humano.

Ficha Completa

A psicanálise Freudiana nas telas do Cinema

Cena do médico transformado em monstro, após tomar a poção


Por Nailanna Tenório

Não, cinema não é apenas diversão, é também cultura, arte, pompa e circunstância. Bons tempos em que os filmes eram assim, tempos esses que nós não éramos nascidos, mas perguntem a seus avós, e vocês saberão o significado da frase “juntar o útil ao agradável.” O filme O Médico e o Monstro, de 1941, é um exemplo.

Baseado no livro homônimo de escocês Robert Louis Stevenson, o filme é um daqueles clássicos que os amantes do terror não podem deixar de assistir. Você não vai encontrar nada parecido no cinema atual, pois a história desse filme, ao contrário da grande maioria que é exibido por ai, tem originalidade, embasamento, é intrigante. A película conta a história do Dr. Henry Jekyll, que foi capaz de criar uma porção que podesse trazer a tona o lado mais obscuro da sua personalidade, lado esse que todos nós temos, mas que está reprimido.

Uma história que foi escrita com base na psicanálise freudiana, transportada para a tela do cinema sobre a direção de Robert Louis, e com um elenco que conta nada mais nada menos do que com a participação de Lana Turner. O Médico e o Monstro é um daqueles clássicos que você não pode deixar de ver e que, com certeza, ao final do filme, você irá se perguntar: “Como que antigamente, mesmo com poucos recursos tecnológicos, as pessoas conseguiam produzir um filme de tanta qualidade, enquanto que hoje em dia...”, bem, pelo menos eu me fiz essa pergunta.

Então tenha o prazer de assistí-lo e bom filme!

Ficha Técnica

Festival de Animação Anima Mundi começa em julho


Por Ariane Cruz

Já estão abertas as inscrições para a 16ª edição do Anima Mundi, o festival internacional de animação do Brasil. O evento, que acontecerá no Rio de Janeiro e em São Paulo, é um dos mais reconhecidos mundialmente e importante na divulgação e formação de vários animadores. Este ano, as categorias que irão disputar o Troféu Anima Mundi em competição são:

Curta-Metragem - curtas para o público geral.
Longa-Metragem - filmes com duração superior a 60 minutos.
Curta Infantil - curtas para o público infantil.
Animação Brasileira - curtas realizados por brasileiros. Exibidos nas sessões Curta-Metragem e Curta Infantil.
Filme de Estudante • curtas produzidos como resultado de um curso de animação. Exibidos nas sessões Curta-Metragem e Curta Infantil.
Filme de Encomenda • curtas realizados sob encomenda, para publicidade, institucionais, videoclips ou seqüências de efeitos especiais para filmes de longa-metragem. Exibidos na sessão Portifólio.

Os filmes e vídeos serão julgados tanto pelo Júri Popular, quanto pelo Júri Profissional. Além do troféu, os vencedores também receberão uma premiação em dinheiro, que varia de acordo com a categoria. Durante o festival, haverá também o Prêmio dos Diretores do Anima Mundi, concedido ao filme ou vídeo que se pela sua contribuição especial ao cinema de animação, e o Prêmio Anima Mundi Especial, que vai selecionar alguns dos melhores filmes e realizar uma mostra por algumas cidades brasileiras após o festival, como consta no regulamento do evento.

O famoso festival de animação, que reúne fãs do gênero do mundo todo, ocorrerá entre os dias 11 e 20 de julho no Rio de Janeiro, e do dia 23 ao 27 de julho em São Paulo. A lista da pré-seleção para os filmes que irão participar do Anima Mundi já está disponível no site do evento.

20 de mai. de 2008

Pernambuco em Cannes


Por Ana Luíza Monteiro

O diretor pernambucano Bruno Bezerra, o Tião, 25, será o único brasileiro a competir na 40º edição da Quinzena de Realizadores do Festival de Cannes, que começou no dia 14 e será realizado até o dia 25 deste mês. O filme "Muro", que originalmente, se chamaria "Muro das lamentações", é a segunda produção do jovem e foi selecionado entre 11 trabalhos de diretores promissores de todo mundo. Seu primeiro filme foi o curta "Eisenstein" (2006), produzido em parceria com Leonardo Lacca e Raul Luna, e vencedor do concurso de roteiro Ary Severo/Firmo Neto (Governo do Estado/Prefeitura do Recife).
Neste novo trabalho, feito pela produtora recifense Trincheira Filmes, o vídeo, de 16 minutos, foi gravado na comunidade da Vila de Conceição de Cima, distrito de Serra Talhada, sertão pernambucano. O elenco é encabeçado pelo ator José Humberto, de Serra Talhada, e a atriz recifense Inaê Veríssimo.
Tião diz não ter receio de ser posto sob análise de crítica do mundo inteiro. Pelo contrário, ele acha a experiência incrível: “É sempre muito bom você poder mostrar o seu filme, ainda mais quando se tem a oportunidade de conversar sobre ele em debates ou coletivas”. Cannes é o lugar onde todo cineasta sonha algum dia estar. E o jovem Tião, de apenas 25 anos, já chegou lá. Com esse talento todo, resta-nos esperar o resultado, porque de uma coisa, temos certeza: Pernambuco será muito bem representado!

Mostra Pernambuco tem curta-metragem de animação honrado

Por Ariane Cruz

O filme “As Scismas do Destino”, do diretor Paulo Leonardo Souza, recebeu menção honrosa pelo roteiro na última edição, a 12ª, do Cine-PE, realizado no começo desse mês. O curta, de 9 minutos, é um vídeo experimental baseado em um poema de Augusto dos Anjos. A honraria foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica do Estado, o Sindicine, e é concedida aos técnicos dos curta-metragens em 35mm, a partir do resultado do júri oficial do festival.
A Mostra Pernambuco iniciou antecipadamente o festival desse ano e foi promovido devido ao número marcante de curtas pernambucanos inscritos para a grande noite do cinema em Recife. As exibições foram feitas nas salas de Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, a Fundaj. A animação de Paulo Leonardo também foi exibida durante o Festival de Vídeo de Pernambuco, realizado no Teatro do Parque, no Centro do Recife, durante o mês de dezembro de 2007. Além de “Scismas do Destino”, também fizeram parte da Mostra curtas como “Miro: Preto, Pobre, Poeta e Periférico”, de Wilson Freire, eleito o Melhor Filme da categoria, e “Triunfo”, com a direção de Geórgia Alves, que recebeu a Menção Honrosa pela Direção.
Além da Mostra Pernambuco, o festival promoveu ainda o Cine-PE Porto de Galinhas, Seminários, Oficinas de Especialização, Lançamentos de Livros e Mostras Competitivas.

Nossa Vida Não Cabe num Opala é o grande ganhador do CINE-PE 2008


Por Rodrigo Galvão


Na noite de 04 de maio, o CINE-PE divulgou os filmes premiados na edição 2008. O filme de ficção, dirigido pelo paulista Reinaldo Pinheiro, ganhou o prêmio principal do festival, o de melhor longa-metragem.
A história do filme gira em torno de uma família que, após a morte precoce do pai, luta para sobreviver, apesar da excentricidade de cada um.
O longa-metragem ainda conta com a presença magistral de Dercy Gonçalves, que consegue arrancar risos de qualquer pessoa.
Além do prêmio de melhor longa-metragem, o filme também recebeu um dos prêmios mais aguardados pelas pessoas que fazem cinema, apesar de não ser tão badalado quanto os outros prêmios: o prêmio de melhor Trilha Sonora do evento. Sempre muito concorrido e cobiçado pelos que fazem parte da enunciação cinematográfica, “Nossa Vida Não Cabe num Opala” acerta em cheio e leva o prêmio. O áudio que faz parte do filme se encaixa perfeitamente bem em todas as cenas, conseguindo criar momentos de tensão e de descontração sempre que necessário.
A trilha sonora premiada é assinada pelo Maestro Amalfi e por Mário Botolotto, tendo Miriam Biderman como engenheira de som.

Ficha Técnica do Filme:
Produção: Seqüência 1 Ltda.
Direção: Reinaldo Pinheiro
Roteiro: Di Moretti
Fotografia: Jacob Sacramento Solitrenick, ABC
Direção de Arte: Mônica Palazzo
Som: Miriam Biderman
Trilha Sonora: Maestro Amalfi e Mário Botolotto
Montagem: Willen DiasContato: sequencia1@terra.com.br

Projeto Cine Sarau Petrobras chega a Pernambuco


Por Nailanna Tenório

Após percorrer dez estados do Brasil, o Cinearte Sarau Petrobras chega a Pernambuco. O projeto tem como principal objetivo a exibição pública de filmes nacionais, em locais abertos, em um telão inflável de 14x9m.
Em Pernambuco, o Cinearte terá a seguinte programação:

Cidade: Limoeiro
DIA 28/05 –
Filme – O sumiço da santa e Vida de cachorro – 19h
Local: Praça da bandeira

Cidade: Ipojuca
DIA 29/05 – Teatro - Café Pequeno Da Silva – 18h
Filme - Narradores de Javé – 19h
Local: Praça Principal

Cidade: Recife
DIA 30/05 - Teatro - Café Pequeno Da Silva – 18h
Filmes – Cinema de Pernambuco – 19h
Sugestão Clássicos: Chaplin ou Cinema Paradiso
Local: Pátio São Pedro

31 de maio
Local: Pátio do Carmo(Olinda) a partir das 17h
Exibição do filme "O Ano em que meu pais sairam de Férias"
01 de Junho
Pátio de São Pedro (Recife) a partir das 17h
Exibição dos filme: "Vida de Cachorro" de Charles Chaplin e "Deus é Brasileiro" Após passar por Pernambuco, o Cinearte seguirá para outros estados do Nordeste, dentre os quais estão inclusos a Paraíba, o Rio Grande do Norte, e o Ceará.

5 de mai. de 2008

Clássico para os ouvidos

por Rodrigo Galvão


A escolha da trilha sonora é um dos momentos de maior importância no processo de enunciação do filme, pois para um filme poder ser considerado um clássico, é preciso ter, além de um bom roteiro e boas atuações dos atores, uma boa trilha sonora, também conhecida como banda sonora.

Certas músicas se tornam imortais depois que fazem parte de um filme, como é o caso de “Cantando na Chuva”, mas existem casos de diretores que escolhem músicas já consideradas clássicas para a trilha dos seus filmes, como é o caso de Woody Allen.

Em Manhattan (1979), tido como uma das obras-primas de Woody Allen, ele usa, como de costume, clássicos do Jazz, como: “Oh Lady, Be Good” e “I’ve a Crush On You”.

São as trilhas sonoras que constroem o clima das cenas. Elas que transmitem a noção de romantismo e de suspense na devida hora necessária. E, sem uma boa trilha, qualquer filme está fadado ao insucesso.

4 de mai. de 2008

“O Bebê de Rosemary” comemora quarenta anos

por Nailanna Tenório



No ano do seu quadragésimo aniversário, a obra -prima de Roman Polanski, O Bebê de Rosemary, ainda é considerado um filme atual.

Diferente dos atuais filmes de terror/suspense nos quais existem cenas recheadas de carnificina, o filme de Polanski é uma obra original, subjetiva, com um roteiro que mantêm o público preso em suas poltronas até a última cena.

O filme se passa no edifício Dakota, em Nova York (o mesmo onde o ex-beatle John Lennon morava) local que um jovem casal escolhe para começar a vida. Mas eles não contavam com a presença de vizinhos muito “simpáticos” que iriam passar a interferir de maneira dramática em seus destinos. Com a gravidez de Rosemary, e com o fracasso profissional do seu marido, que era ator, o casal de vizinhos propõe uma solução tentadora: o sucesso profissional de Guy (marido de Rosemary) em troca de um “favor”.

Um filme terrivelmente perturbador, que mexe com a mente do público, e que proporciona aos expectadores uns dos finais mais surpreendentes no ramo dos filmes de terror psicológico. Assim pode ser descrito o Bebê de Rosemary que, apesar dos seus quarenta anos, continua a ser um filme capaz de despertar muita polêmica.

Percussores do cinema não-comum, com sentido e fedendo a estrume

por Otávio Portugal



“ Teixeiras Eiras

Cineasta de vanguarda. Já realizou três longas-metragens que para serem entendidos têm que projetá-los de trás pra frente, um em seguida do outro. Autor também de vários curtas, uns com trinta centímetros, outros com quinze, dez... E por aí em diante.”

O trecho acima, retirado do livro “ E agora são cinzas” de Angeli, representa uma ironia aos artistas que se dizem intelectuais. Dentre os vários meios de expressões existe um ,chamado cinema underground.

Ao pé-da-letra underground significa subterrâneo, mas no cotidiano essa palavra virou um instrumento de contra-cultura. No audiovisual as produções independentes tem sido comum, com poucos recursos e carregadas de denúncias e idéias no formato cômico, irônico e não-convencional.

No Festival de Cinema de Pernambuco (CinePE), dois filmes tinham essas características “Um para um” de Erico Rassi e “O dossiê de Rebordosa” de César Cabral. O primeiro filme (curta metragem) é sobre uma produção de um filme porno experimental e o segundo (também curta metragem) é uma animação, explicando porque Angeli teve que matar a sua mais famosa criação, a Rebordosa.

"Uma Verdade Incoveniente"

por Tarsila Burity



Após "Uma Verdade Inconveniente" ganhar o prêmio de melhor documentário de longa-metragem no Oscar 2007, logo surgiram defensores da causa ecológica ao redor do mundo. Um deles é o ator Leonardo Di Caprio.

Fã assumido do idealizador do documentário - o ex-vice-presidente americano Al Gore - Di Caprio lança um trabalho abordando o mesmo tema, chamado "The 11th Hour" (A 11a Hora). Tópicos que geram debate contínuo no cenário ecológico atual, como seca, fome, furacões e chuva ácida, são citados neste projeto.
A produção e narração ficam por conta do ator, e as irmãs Leila e Nadia Conners são responsáveis pela direção.

Mundialmente conhecido por suas atuações no cinema e inúmeros prêmios ganhos, Di Caprio defende a causa ecológica, dizendo que a mídia muitas vezes dá atenção à questões não tão relevantes quanto o futuro do nosso planeta, e como este problema poderá ser agravado à medida que nós ignoramos a situação.

O documentário discute o estado crítico em que nosso planeta se encontra, e o papel direto do homem neste sentido. Políticos, cientistas e autoridades em defesa ambiental fazem parte da lista de entrevistados e colaboradores do filme.

Animação e tecnologia: visão em 3D nas telinhas

por Ariane Cruz



Este ano os produtores dos filmes de animação vão apostar na tecnologia tridimensional, pela qual o telespectador pode enxergá-lo em três dimensões: comprimento, largura e volume. E, para ter esse efeito, o público precisará usar óculos especiais.

Apesar de mais trabalhosos, os filmes em 3D rendem uma boa bilheteria como exemplo “Toy Story”, “Shrek 3” e “Ratatouille”, que já podem ser vistos nesse formato. Entre dez animações apresentadas em pré-estréia pela Disney, oito são tridimensionais, e todo esse investimento espera um retorno dos telespectadores dispostos a pagar mais caro pelos ingressos. O custo se torna maior porque, além da construção de estúdios específicos, a tecnologia avançada exige salas especiais para a projeção em 3D. A estimativa é que os preços das produções aumentem entre RS$10 a RS$15 milhões de dólares.

Em novembro deste ano, a Disney vai lançar, na tecnologia tridimensional, o filme “Bolt”, que conta a história de um cachorro que pensa ter poderes de super-herói. Os telespectadores fãs do gênero esperam que, com a nova tecnologia, eles possam enxergar em três dimensões e passar a se sentir dentro do mundo de animação.

Um cinema que surpreende

por Ana Luíza Monteiro



Não é à toa que o Cine-PE está conquistando cada vez mais o Brasil. As programações recheadas de novidades é o que deixa o festival, de maior participação popular do país, diversificado e empreendedor. Desde 1997, ele vem mostrando ao público a qualidade das suas apresentações e porque está preparado para ser inserido em qualquer “manual de recordes”.

Este ano, o Cine-PE teve início no dia 28 de abril e vai ser concluído hoje (4) com uma solenidade de premiação. Na sua programação, estiveram presentes mostras de curtas e longas metragens, além de seminários e oficinas durante toda a semana. Os filmes vão ser avaliados por um júri oficial e serão oferecidas honrarias, como o troféu Calunga, exclusivo do festival, para premiar os vencedores das mostras competitivas, além de premiações concedidas por instituições parceiras.

Ao longo desses 11 anos, o festival pernambucano conseguiu um público de 185 mil pessoas e promete agregar cada vez mais pela qualidade e competência de suas programações.