27 de mai. de 2008

A psicanálise Freudiana nas telas do Cinema

Cena do médico transformado em monstro, após tomar a poção


Por Nailanna Tenório

Não, cinema não é apenas diversão, é também cultura, arte, pompa e circunstância. Bons tempos em que os filmes eram assim, tempos esses que nós não éramos nascidos, mas perguntem a seus avós, e vocês saberão o significado da frase “juntar o útil ao agradável.” O filme O Médico e o Monstro, de 1941, é um exemplo.

Baseado no livro homônimo de escocês Robert Louis Stevenson, o filme é um daqueles clássicos que os amantes do terror não podem deixar de assistir. Você não vai encontrar nada parecido no cinema atual, pois a história desse filme, ao contrário da grande maioria que é exibido por ai, tem originalidade, embasamento, é intrigante. A película conta a história do Dr. Henry Jekyll, que foi capaz de criar uma porção que podesse trazer a tona o lado mais obscuro da sua personalidade, lado esse que todos nós temos, mas que está reprimido.

Uma história que foi escrita com base na psicanálise freudiana, transportada para a tela do cinema sobre a direção de Robert Louis, e com um elenco que conta nada mais nada menos do que com a participação de Lana Turner. O Médico e o Monstro é um daqueles clássicos que você não pode deixar de ver e que, com certeza, ao final do filme, você irá se perguntar: “Como que antigamente, mesmo com poucos recursos tecnológicos, as pessoas conseguiam produzir um filme de tanta qualidade, enquanto que hoje em dia...”, bem, pelo menos eu me fiz essa pergunta.

Então tenha o prazer de assistí-lo e bom filme!

Ficha Técnica

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